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  • Anderson Mendes

Educação digital: como proteger os jovens dentro de suas próprias ‘casas digitais’




Trabalhar, estudar, conhecer pessoas, fazer compras, conversar com amigos e familiares, escutar músicas e relaxar fazendo aquela sessão de cinema em casa – usamos a internet para (quase) tudo. E para os adolescentes, essa realidade é ainda mais intensa – a web se tornou a sua principal casa, o lugar onde eles desejam e efetivamente passam a maior parte do seu tempo. Mas, diferente da casa física, na casa digital não há limitações!


Será que estamos dando a devida importância a esse novo padrão de comportamento da nossa sociedade? Sabemos tudo o que acontece no ambiente em que nossos filhos, parentes e amigos passam a maior parte do tempo? Será que esse não é um ambiente em que nós devemos frequentar com mais periodicidade? (não para bisbilhotar, mas sim para conhecer mais de perto como é este ambiente tão sedutor aos jovens).


Segundo dados da TIC Domicílios, realizada anualmente pelo Cetic.br, somente no Brasil, mais de 150 milhões de pessoas têm acesso à web. Ou seja, mais de 70% da população do país já incluiu o uso da internet em sua rotina, dos mais novos aos mais velhos.


Um ambiente livre e infinito, que é capaz de aproximar e receber pessoas com diversas identidades, acabou de certa forma contribuindo para o afastamento de muitos Humanos, o chamado choque de gerações – o conflito entre os “imigrantes digitais”, aqueles que nasceram antes do surgimento da internet e estão tentando se adaptar à ela, e os “nativos digitais”, que já vieram ao mundo cercados por celulares e tablets.


Imigrantes digitais tendem a preferir o contato físico, uma boa conversa enquanto tomam um café. Já os nativos podem apreciar melhor um papo com os amigos durante uma partida de algum jogo eletrônico, os famosos eSports. Entre os dois grupos, as diferenças são muitas.


O que realmente preocupa, é o fato de que, muitos pais, imigrantes digitais, não fazem a menor ideia do que acontece no ambiente em que seus filhos, nativos digitais, passam a maior parte do tempo.


De acordo com dados da Hootsuite e WeAreSocial, o Brasil é o 3° país que mais usa redes sociais no mundo. Os imigrantes digitais fazem parte desse número, é claro, mas será que eles aprenderam a transitar na casa digital com interesse legítimo, a fim de diminuir o abismo que existe diante dos nativos digitais?


Diminuir essa distância pode ser difícil, mas com certeza é um esforço necessário. A internet oferece muitos benefícios, mas também está repleta de riscos, portanto a educação digital é o melhor caminho para proteger os nossos humanos, a começar pelos mais jovens.


Quer saber mais sobre educação digital e como sair da sua zona de conforto? Continue a leitura!


Os riscos do uso excessivo das redes sociais


Nas últimas décadas, foi possível notar os impactos que a internet causou em nossas vidas. Muitos deles, altamente positivos: teoricamente, temos mais acesso à educação, podemos trabalhar e fazer compras no conforto de nossas casas e estamos a apenas um clique de distância de descobrir qualquer informação que desejarmos. Esse cenário torna possível o desenvolvimento intelectual, mas será que conseguimos desenvolver o emocional e o social sem as relações humanas? Sem o offline?


As tecnologias estão avançando e a sociedade está mudando, e isso não é novidade para ninguém, certo? Porém, especialistas indicam que estamos vivendo uma transição da Web 2.0 para a Web 3.0, que irá impactar na forma como nos relacionamos com a internet. Ou seja, mais mudanças e impactos para vivenciarmos nos próximos anos. É hora de rever os nossos hábitos digitais, antes que o abismo entre imigrantes e nativos digitais seja ainda maior, portanto fica aqui o convite: Saiba que ainda há tempo para construirmos “pontes” para que possamos transitar em ambos os lados e nos relacionar com mais qualidade.


Muitos de nós passamos horas e horas por dia rolando o feed do Instagram, onde sabemos que boa parte das pessoas expõe apenas o que quer compartilhar – na maioria das vezes, uma realidade quase perfeita, inalcançável, mas que com o tempo, de forma inconsciente, acabamos por almejar. Nos aplicativos de relacionamento, roboticamente agendamos encontros com aquele match sem nos preocupar com a identidade daquela pessoa.


Os perigos são muitos: encontrar alguém que conheceu online pode acabar mal, expor detalhes pessoais na web pode levar a pessoa a ser vítima de crimes e fraudes e passar muito tempo vivendo apenas o mundo virtual, esquecendo-se do real, pode causar o desenvolvimento de transtornos psicológicos e psiquiátricos.


E para entender melhor esses riscos que podem ameaçar não só a nós, mas também as pessoas que amamos, é necessário conhecer bem e acompanhar de perto o que acontece na casa digital. Quando os imigrantes digitais se integram no ambiente dominado pelos nativos digitais e entendem seus comportamentos, o diálogo se torna mais possível, mais amigável.


Apesar dos riscos, nós, do Instituto Gente Feliz, não queremos propor que todos saiam da internet e vivam suas vidas totalmente desconectados. Afinal, nem sabemos mais se essa é uma realidade possível em nossa sociedade. O essencial é estar ciente de todas essas ameaças para saber se proteger da melhor forma. E é aí que entra a educação digital.


Investir em educação digital é urgente!


Para quem tem filhos menores de idade, é ainda mais importante que o assunto seja discutido dentro de casa. O objetivo não é bisbilhotar, mas sim proteger. Ensinar às crianças e aos adolescentes como eles podem aproveitar o melhor da web e ainda preservar a sua privacidade é urgente.


Muitos pais se preocupam em matricular os filhos no melhor colégio e investem o máximo que podem em cursos, esportes e aulas de idiomas para que as crianças tenham acesso no seu tempo livre. E por que ainda não estamos nos preocupando tanto assim com a educação digital? Ela é tão importante quanto essas outras atividades, lá é onde nossos jovens passam a maior parte do tempo, portanto não deve ser colocada em segundo plano, concorda?


Também é importante propor um equilíbrio entre as atividades online e offline. O uso das redes sociais pode ser importante para a comunicação com pessoas que têm os mesmos interesses que os nossos, mas não devemos nos prender apenas às conversas no WhatsApp, pois isso pode afetar negativamente a forma como nos comunicamos verbalmente e nos tornar mais introvertidos.


Estimular um tempo de tela saudável também é indicado. As telas podem causar impactos na saúde mental dos usuários, alertam profissionais da saúde. As recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) são de que quanto mais nova a criança, menor deve ser o tempo exposto às telas. Idades entre 2 e 5 anos devem se expor a apenas uma hora por dia (no máximo), enquanto as que estão entre os 6 e 10 anos podem ter um tempo de tela diário de até duas horas. Já para adolescentes de 11 a 18 anos, a recomendação é de até 3 horas por dia.


Precisamos nos lembrar que fora das telas ainda existem diversas possibilidades de aproveitarmos o nosso tempo. Ao invés de passarmos dias inteiros em frente a um videogame, por exemplo, podemos aprender um novo esporte – praticar exercícios físicos, além de liberar endorfina (o famoso hormônio da alegria), também é ótimo para a saúde do nosso corpo.


Jantar à mesa, conversando com os familiares ou apenas apreciando o silêncio e a própria companhia, sem a distração de um smartphone, pode ser muito mais saudável do que se alimentar consumindo conteúdo. Quando passamos o dia inteiro sendo bombardeados por informações nas redes sociais, que são programadas para nos estimular o tempo todo e nos prender naquele espaço virtual, não conseguimos descansar completamente.


E a nossa mente precisa descansar. Precisamos nos ouvir; ouvir os nossos pensamentos. Compartilhar um link de uma notícia que você nem sequer abriu e leu, publicar fotos pessoais sem nem ao menos pensar se a exposição daquelas imagens pode lhe causar problemas e fazer comentários grosseiros sobre outras pessoas, como se elas não fossem ver, são atitudes que já se tornaram automáticas para muitos.


Quando investimos em educação digital, descansamos a nossa mente e ouvimos os nossos pensamentos e intuições, o uso da internet, que é inevitável nos dias atuais, se torna mais saudável e seguro. Se todos nós começarmos a agir em prol desse ambiente sadio, com certeza teremos resultados surpreendentes.


Nós, do Instituto Gente Feliz, estamos fazendo a nossa parte. E você? Já deu o seu primeiro passo em rumo à essa jornada?


Caso queira mais informações sobre como aplicar essas e mais práticas voltadas para a educação digital, ficaremos felizes em promover webinars e outros projetos personalizados sobre o assunto para você.


Aqui no Instituto Gente Feliz produzimos conteúdos de humanos à disposição dos humanos e vamos adorar te receber por lá!


Nathalia Nunes e Anderson Mendes - Humanos sempre ao lado dos Humanos!



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